Itajaí, Balneário Camboriú, Itapema e Porto Belo: o mercado imobiliário do litoral norte de SC em 2025

Em 2025, as quatro cidades do litoral norte catarinense somaram R$ 12,5 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV). Dados mostram Itapema liderando, com R$ 4,1 bilhões, e Porto Belo ficou em segundo, com R$ 3,8 bilhões — ambas à frente de Balneário Camboriú (R$ 2,4 bilhões) e Itajaí (R$ 2,2 bilhões). Os dados são do levantamento da plataforma DWV, que analisou 111.600 imóveis comercializados no período e foi divulgado em fevereiro de 2026.

O ranking surpreende quem acompanha a região de longe: as duas cidades mais conhecidas não são as que mais venderam. Entender por quê é entender como esses quatro mercados funcionam.

VGV, unidades e ticket médio em 2025

Itapema — VGV de R$ 4,1 bilhões, 2.999 unidades vendidas, ticket médio de cerca de R$ 1,4 milhão.

Porto Belo — VGV de R$ 3,8 bilhões, 3.644 unidades vendidas, ticket médio de cerca de R$ 1,0 milhão.

Balneário Camboriú — VGV de R$ 2,4 bilhões, 1.083 unidades vendidas, ticket médio de cerca de R$ 2,2 milhões.

Itajaí — VGV de R$ 2,2 bilhões, 1.474 unidades vendidas, ticket médio de cerca de R$ 1,5 milhão.

Fonte: levantamento DWV, 2025. O ticket médio é o VGV dividido pelo número de unidades.

Os números mostram duas corridas diferentes acontecendo ao mesmo tempo. Porto Belo vendeu mais unidades que qualquer outra cidade da lista. Balneário Camboriú vendeu menos de um terço desse volume, mas com ticket médio mais que o dobro. Não são mercados competindo pelo mesmo comprador: são mercados diferentes, vizinhos.

Itapema: o maior volume financeiro da região

Itapema liderou o VGV do litoral norte em 2025, com R$ 4,1 bilhões. A concentração está na verticalização da orla, especialmente em Meia Praia, onde a faixa entre a avenida beira-mar e a BR-101 recebeu a maior parte dos lançamentos dos últimos anos.

O ticket médio de cerca de R$ 1,4 milhão por unidade posiciona a cidade entre o volume de Porto Belo e o valor por unidade de Balneário Camboriú — uma faixa que atende tanto segunda residência quanto investimento.

Porto Belo: líder em unidades vendidas

Porto Belo registrou R$ 3,8 bilhões em VGV, um crescimento de 32,28% sobre 2024, quando havia somado R$ 2,88 bilhões. Foi também a cidade que mais vendeu unidades na região, com cerca de 3.644 imóveis.

A expansão se concentra em áreas como o Perequê, onde a disponibilidade de terreno permitiu lançamentos em escala que já não cabem nas orlas consolidadas das cidades vizinhas. O ticket médio de aproximadamente R$ 1,0 milhão é o menor dos quatro mercados — é o que explica liderar em unidades e ficar em segundo em VGV.

Balneário Camboriú: o maior valor por unidade

Balneário Camboriú somou R$ 2,4 bilhões em 2025, com cerca de 1.083 unidades vendidas. É o menor volume de unidades da lista e, ao mesmo tempo, o maior ticket médio: aproximadamente R$ 2,2 milhões por imóvel.

A disponibilidade limitada de terrenos em áreas consolidadas, como a orla da Praia Central e a Barra Sul, somada à demanda por imóveis próximos ao mar, produz um mercado em que localização, vista e características específicas do empreendimento pesam mais do que a metragem. A cidade também segue definindo a percepção do litoral catarinense como destino residencial, o que influencia a procura nas cidades vizinhas.

Itajaí: economia diversificada e bairros com dinâmicas distintas

Itajaí somou R$ 2,2 bilhões em VGV, com cerca de 1.474 unidades e ticket médio em torno de R$ 1,5 milhão. É o mercado menos dependente do turismo entre os quatro: a base econômica reúne atividades portuárias, logísticas, comerciais e de serviços, o que sustenta demanda residencial o ano inteiro.

Dentro da cidade, os bairros não se comportam igual. A Praia Brava concentra projetos que valorizam arquitetura, proximidade com a natureza e relação com o mar, enquanto as regiões centrais respondem a uma demanda de moradia permanente ligada ao trabalho.

O que conecta esses quatro mercados

As diferenças entre as cidades são justamente o que torna o eixo relevante. Em vez de disputar o mesmo comprador, elas oferecem combinações distintas de localização, infraestrutura e produto. Quatro fatores sustentam essa conexão:

Mobilidade: a BR-101 liga os quatro municípios e torna viável morar em um, trabalhar em outro e investir num terceiro.

Atividade econômica: os setores portuário, logístico, comercial, turístico e de serviços geram emprego e demanda residencial permanente, não só sazonal.

Estágio de desenvolvimento: orlas consolidadas, com terreno escasso, e áreas em expansão, com lançamentos em escala, convivem a poucos quilômetros de distância.

Diversidade de produto: apartamentos frente mar, residências em áreas reservadas e empreendimentos em regiões de expansão atendem objetivos diferentes.

Um alerta importante: o crescimento de um município não se traduz automaticamente em valorização equivalente nos vizinhos. Porto Belo crescer 32% em VGV não significa que Balneário Camboriú tenha se valorizado na mesma proporção — são dinâmicas locais, com oferta, demanda e estágio de ocupação próprios.

Uma visão regional para escolhas mais criteriosas

Itajaí, Balneário Camboriú, Itapema e Porto Belo formam o eixo imobiliário mais movimentado do litoral catarinense, mas não são mercados iguais. Volume de vendas alto não significa a mesma coisa em Porto Belo e em Balneário Camboriú, e ticket médio alto não é, por si só, indicação de melhor investimento.

Avaliar um imóvel exige olhar o contexto: o estágio de desenvolvimento do bairro, a oferta disponível, o perfil da demanda e o objetivo de quem compra. Comparar preço por metro quadrado entre cidades, sem isso, leva a conclusões erradas.

Perguntas frequentes

Quais cidades formam o eixo imobiliário do litoral norte de Santa Catarina?

Itajaí, Balneário Camboriú, Itapema e Porto Belo. Juntas, somaram R$ 12,5 bilhões em VGV em 2025, segundo levantamento da plataforma DWV. Apesar da proximidade e da conexão pela BR-101, cada município tem urbanização, infraestrutura e perfil de oferta próprios.

Qual cidade mais vendeu imóveis no litoral norte catarinense em 2025?

Depende do critério. Em valor, Itapema liderou, com R$ 4,1 bilhões em VGV. Em número de unidades, Porto Belo vendeu mais, com cerca de 3.644 imóveis. Balneário Camboriú ficou em terceiro em valor, com R$ 2,4 bilhões, e Itajaí em quarto, com R$ 2,2 bilhões.

Por que Balneário Camboriú tem o maior ticket médio da região?

Porque vende menos unidades a preços mais altos: cerca de 1.083 imóveis em 2025, com ticket médio de aproximadamente R$ 2,2 milhões. A escassez de terreno em áreas consolidadas, como a orla da Praia Central e a Barra Sul, concentra a oferta em empreendimentos de alto valor por unidade.

Por que o mercado dessas quatro cidades está conectado?

A BR-101 liga os municípios e permite comparar alternativas entre eles com facilidade. A atividade econômica regional, a circulação de compradores e o fato de incorporadoras avaliarem a região como um conjunto reforçam essa integração.

O que avaliar ao comprar um imóvel no litoral norte catarinense?

A localização dentro da cidade, não só a cidade; o estágio de desenvolvimento do bairro; a infraestrutura do entorno; as características do empreendimento; a relação entre oferta e demanda local; e, antes de tudo, o objetivo da compra — moradia, segunda residência ou investimento mudam completamente a análise.

Na Citalli, a curadoria imobiliária parte desse olhar: conhecer os municípios, acompanhar as transformações regionais e entender as características de cada endereço. Se quiser comparar opções nessas quatro cidades, veja os imóveis disponíveis no litoral norte catarinense ou fale com um corretor da equipe.

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